Como nasce um hábito?

Em 31/07/2017 , Comments

Atenção, cérebro!

Repita um pensamento ou ação por 1, 2 , 3 vezes e… clic!!! Seu cérebro entende que terá a quarta vez e é alta a chance de ele entender que o episódio vai se repetir novamente.

Assim sendo, ele já se preparou com imagens, sensações, pensamentos e reações físicas com a certeza de que vai ter a esperada 4ª vez.

Por exemplo, imagine uma pessoa que, saindo de casa, é surpreendida pelo cachorro do vizinho, latindo e pulando no seu portão. No outro dia, ela está saindo e lá está o cachorro pulando, latindo e assustando mais uma vez. No terceiro dia, a pessoa já sai dando uma olhada para o portão, lembrando do cachorro. Daí, pensa que hoje não terá cachorro nenhum. Pois lá está o cachorro. Outro susto. Como esta pessoa vai se comportatar no 4º dia, tendo a certeza de que o cachorro estará lá esperando? Ela até já sonhou com o "bendito" cachorro!

 

Um novo hábito, um padrão instalado

E assim começa a nascer um novo hábito. Um padrão está se instalando. De uma experiência repetida podem surgir vários efeitos. No nosso exemplo, talvez surjam novas precauções ao sair de casa ou, ainda, um novo medo de cachorros.

E, conforme o portão, se for parecido com o da casa onde há o cachorro, dará a sensação de que mais cachorros lhe aguardam. Aliás, todos os cachorros do mundo estão "pensando" nesta pessoa. Por isso se diz que para desenvolver um hábito é necessário repetir um comportamento novo, uma crença ou uma nova atitude por várias vezes. Quanto mais repetições, tanto melhor para instalar novos hábitos.

 

Problemas começando

O problema é quando são hábitos destrutivos que estão sendo instalados. O mecanismo do cérebro é o mesmo para todo mundo. Se mal utilizado, gera efeitos limitantes, desastrosos ou até fatais. Será que há uma cegueira atormentando os nossos hábitos e as nossas cabeças ou a humanidade sempre agiu assim?

Há momentos em que me assusto ao descobrir um padrão de comportamento que se repete na minha vida e eu não sabia que estava ali convivendo o dia inteiro  comigo. Como se escondeu tão bem? E nem me avisou! Se assusta ou alegra, depende do hábito que é revelado ou flagrado. Alguns até assustam.  A minha mente o entregou dizendo algo como: "Agora está na hora de olhar para isto!" 

E, ao acolhê-lo e respeitá-lo como parte da minha história e do meu ser (aprendi que este é o melhor caminho), olho para o hábito e descubro algumas coisas:

  • que pensar e agir muitas vezes, por dias ou semanas, de uma determinada maneira, acaba criando hábitos com raízes. O pensar ou agir repetidamente da mesma forma, cria um padrão. Se torna um hábito ou vício. Exemplo: uma vez comecei a fumar cachimbo, como um verdadeiro ritual. Havia um clima de alto astral entre eu e o cachimbo. Sempre no final do dia, após o trabalho, já em casa. Até que um dia, no meio da tarde, pensei no cachimbo. Mas a relação já era outra. O meu corpo pedia a nicotina daquele fornilho. Um vício chegando discretamente. Um ritual inofensivo de final de tarde pedia passagem para ficar. Guardei o cachimbo naquele mesmo dia.

  • muitos pensamentos já habitavam os porões da mente (o sótão, o telhado e o pátio também) que justificavam o hábito. Repetir bastante alguns pensamentos chega a um ponto em que eles são transformados em comportamentos também repetidos.

  • parece que, quando criança, já havia comportamentos e atitudes bem semelhantes.

  • o hábito é algo que “habita” níveis profundos da mente, das emoções e do físico. Às vezes, está morando num só nível, outras vezes nos três. Porém, sempre trazendo efeitos ao seu destino pessoal, profissional, familiar e social. Seja negativamente, seja positivamente.  Construtivos ou destrutivos. Depende do que está programado em nossos "softwares" mentais.

 

E como se desenvolve novos hábitos?

Repetindo,repetindo e repetindo. Para hábitos novos e simples, se fala, hoje, em 21 dias praticando-os e…. “clic!”. Está instalado. O mesmo prazo não funciona, por exemplo, para temas ligados ao comportamento que vem do sistema familiar, temas que têm origem em algum desequilíbrio, que vem se apresentando nas últimas gerações familiares e dependências químicas.

Eu mesmo já fiz inúmeras tentativas de instalar um novo hábito que me daria muitas conquistas e realizações. Porém, estava desautorizado pelas minhas próprias crenças. E só quando busquei ajuda de um profissional com uma terapia comprovada de última geração ( adoro estes modelos ), é que consegui dar novos passos. E garanto que sozinho, numa autossuficiência exagerada, me esforçava muito, achando que resolveria a minha questão. Claro que ajudar a si mesmo é importante e que buscar ajuda pode economizar anos das nossas vidas.

 

A ajuda profissional

Se você vem, há muito tempo, “tentando” resolver um hábito, vício ou um padrão que se repete e não está conseguindo, então, chegou a hora de buscar uma ajuda profissional. Se desse para resolver sozinho, sem ajudas externas, obviamente você já teria conseguido depois de tantos anos passados. E por ajuda profissional você perceberá, pelos teus próprios valores, crenças e preferências, onde estará o melhor caminho. O importante é fazer algo. E se desconfiar que não está funcionando para você aquele modelo terapêutico, então busque novas informações e veja se as ferramentas são as compatíveis para o seu problema. É comum tratar de um problema, que é ”parafuso”, usando “martelo”. Para “problema parafuso” se usa chave de fenda compatível ao tamanho e tipo de cabeça do parafuso.

Como trabalho com terapias sistêmicas, aprendi a perceber que a soma de várias terapias é um bom passaporte para mudanças e avanços para outras fronteiras da própria alma e destino. Há muitos métodos louváveis e respeitadíssimos a disposição. Exemplo são as Constelações Familiares e Profissionais, Coaching (várias vertentes), EMDR, TCC, Fitoenergética, EFT, Regressão de Memórias, Hipnose. E,  ainda, existem modelos que usam muito o trabalho com a energia do ser humano, que são os métodos Reiki, Terapia Vibracional Ashteer, Apometria, Tai Chi Chuan, Yoga, Meditação e outros.

 

É possível mudar!

A minha intenção é lembrar que é possível a mudança. Só precisamos encontrar aquilo que faz sentido para o nosso modelo de visão de mundo. É encaixar na nossa vida diária aquilo que é compatível com a forma de como compreendemos a nós mesmos e ao universo de possibilidade que a vida oferece. Sempre podemos construir algo bom que nos torne mais felizes e completos. Basta observarmos os efeitos dos nossos hábitos e saberemos se estamos num bom caminho.

Bem, acho que “aparafusamos” algumas reflexões. Quem quer tudo pronto, se frustra e sente que voltou a estaca zero. Agir fazendo algo novo, saudável e, de preferência, com testemunhos de que funciona, aumenta as possibilidades de aparecerem novos resultados.

Faça algo bom com o que leu aqui e siga! Com ação, é claro! Sem ações não há mudanças. Um passo de cada vez. Assim, você chegará num lugar que o deixará feliz e dono de si.